Imagens, palavras e as escolhas em nossa vida



Atualmente vejo a prática do psicoterapeuta como um auxiliar, um facilitador, um instrumento que estimula as pessoas percorrerem a jornada de sua alma construindo seus sonhos, reconhecendo seus propósitos, germinando um sentimento profundo de paz.


Lembro-me que no início de minha profissão eu costumava me referir ao processo da psicoterapia exemplificando com a imagem de uma ponte onde percorrem juntos o psicólogo e o cliente até que ele alcance o outro lado, obtendo suas transformações segundo suas necessidades e metas.


Hoje usando o mesmo recurso de construir imagens podemos dizer que subimos em uma escalada, percorrendo os diversos níveis de consciência e em alguns momentos, mesmo antes de chegar ao alto já intuímos o que necessitamos e podemos alcançar.

Isso é possível através do autoconhecimento e da abertura do coração, onde manifestamos o equilíbrio interior, um estado de paz transitando pelas diversas manifestações do nosso eu como o eu criança, o eu monstro, o eu mascarado, o eu iluminado e o eu inferior (2). E nos vários estados de consciência. Por exemplo estando em vigília, dormindo, sonhando, ou em um estado alterado.


Quando estamos acordados freqüentemente utilizamos o pensamento que pode ser expresso pelas nossas idéias, associações e pelas palavras.


A palavra, segundo Izabel Telles, “é a linguagem do mundo consciente e a imagem, , a linguagem do mundo inconsciente, embora as duas formas de comunicação estejam indissoluvelmente ligadas.” (1)


Ou seja, interconectadas, podendo muitas vezes, pessoas com quem pouco ou nem nos relacionamos, verbalizarem exatamente o que estamos vivenciando como se fossem manifestações do Sagrado, de nosso Deus interior.


Por outro lado, esta mesma experiência pode emergir através das imagens, cenas que brotam do nosso imaginário ou de nosso inconsciente revelando emoções arquivadas, nossas e também dos seres do Universo.


Essas manifestações podem vir e serem compreendidas através de estímulos como as mandalas. Ou quando silenciamos nossa mente ou apenas ficamos quietos.


Como nos diz Izabel Telles ao fechar os olhos adentramos em um arquivo cuja imensidão de símbolos, metáforas, histórias, representam significados pessoais em cada mundo que habita.


Para que você possa se compreender melhor experimente refletir sobre uma questão de sua vida. Faça isso buscando inicialmente situações harmoniosas. Feche os olhos e tente mergulhar de forma a construir uma fotografia. Mentalmente registre esta imagem em sua consciência.

Em seguida, escreva o que você vivenciou e no momento que você escolher se prepare para trabalhar com uma questão que vem sendo vivida por você como algo angustiante ou conflituoso.


Deixe brotar esta imagem sem se fixar nela, se proponha a encontrar um caminho, uma saída e registre sua experiência.


Vale ressaltar que o sofrimento muitas vezes é fruto da expectativa que criamos internamente. Se desapegar das expectativas pode facilitar muito o nosso caminho e as nossas escolhas para realizarmos um encontro com o nosso Eu verdadeiro e assim reconhecermos mais facilmente nossas necessidades.


Bibliografia (1) Feche os olhos e veja – Izabel Telles – Editora Agora (2) Gente que mora dentro da gente – Patrícia Gebrim – Editora Pensamento

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