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O homem e a consciência




O sentido literal, saúde é o estado do que é são, do que tem as funções orgânicas regulares. Para Organização Mundial de Saúde – OMS, a falta de doença não significa necessariamente um estado de saúde, antes, porém, esta resulta da harmonia de três fatores essenciais, a saber: bem-estar psicológico, equilíbrio orgânico e satisfação econômica.

Por saúde psicológica, bem-estar, compreendemos como o estado harmônico em que a pessoa expressa à integração dos sentimentos, pensamentos e ações. Deste modo, se relacionando com a vida sentindo-se pleno e feliz nas várias dimensões da existência. A mente equilibrada comanda o corpo saudável e neste intercâmbio surge a saúde integral, em todas as manifestações do ser.

Podemos afirmar, desta forma, que a saúde depende da interação: Mente (psiquismo); Corpo e Espírito. Este pensamento é o princípio de várias escolas de saúde. Por exemplo: medicina chinesa, tibetana, aiurvérdica e permanece presente até os dias de hoje.

A visão integral de saúde se estende também para o que compreendemos como Psicologia Integral. Ou seja, considera a pessoa como um todo (corpo+mente+espírito) em interação com o ambiente. E em sua prática a rotina, o modo de vida são também observados e considerados como fatores possíveis de adoecer ou estar pleno. As práticas terapêuticas integrais aceitam os recursos alternativos e convencionais. Através desta concepção podemos considerar a consciência como o aspecto mais importante dentro de nós, pois ela que nos permite e favorece nosso contato com a realidade.

Pierre Weil compreende a consciência sob três aspectos: – consciência individual ( estado de harmonia do ser individual) Estamos em paz conosco?

- consciência social (estado de harmonia com os outros) Estamos em paz em nossas relações?

- consciência ambiental ( estado de equilíbrio dos ecossistemas) Como nos relacionamos com o planeta…e com a natureza?

Para falar de consciência significa falar de estados de consciência. A saber, os estados de consciência podem ser: estado de vigília; de sono sem sonhos; de sono com sonhos; meditação ou expansão. Porém, podemos considerar os estados de consciência como o número equivalente das experiências humanas. Desta maneira, como vivemos o nosso estado de consciência reflete a realidade experimentada por nós e vice-versa. Então podemos nos perguntar: O que significa estar acordado?

Na visão integral de Saúde e de Psicologia o Uni-verso inteiro participa de nossa consciência como um mundo único, unificado e os vários estágios de desenvolvimento fazem sentido. Reúne diferentes filosofias e idéias sobre o mundo, assim como práticas de crescimento e desenvolvimento.

Segundo Ken Wilber, precursor neste tema e fundador da Psicologia Integral, existe quatro dimensões primárias do nosso ser individual. São: Corpo; Mente; Espírito e Sombra.

Para Wilber a consciência pode ser observada e compreendida a partir dos níveis, estados e tipos.

Os níveis são: 1) A sombra – aqui o homem têm seu Self(totalidade) distorcido, ele aliena várias porções da Psiquê em detrimento de alguma que causa incongruência. É um nível negativo e patológico

2) Ego – é o nível superficial da consciência, onde o homem se identifica com uma imagem criada, seu self individual, sem se interessar profundamente em questões sociais ou ecológicas, ou seja, pensando em si próprio.

3) Biossocial – neste nível o homem tende a ter uma preocupação com o outro, enxergando também o que o rodeia. Ele aceita uma responsabilidade perante os outros, e pelo ambiente natural.

4) Existencial – o homem encontra, neste nível, a ligação entre corpo/mente, que tende a auto-organização, é ligado a um alto grau de desenvolvimento e auto-atualização. É o grau perfeito para a filosofia e o humanismo. Emoção e razão se unem para o crescimento.

5) Transpessoal – este é o nível que esta escola estuda, é o nível mais profundo que, hoje em dia, consegue-se chegar. É um nível aproximado das experiências místicas, onde tudo está imerso no todo, oTao, como uma gota d’água no oceano, mas não de uma forma linear, cartesiana. Os limites do Ego são ultrapassados. É possível entrar em contato com o inconsciente coletivo, entre outros fenômenos relacionados. Há quem diga que é possível fenômenos como precognição e telepatia, mas estes não são considerados comuns ou científicos, pois estão dentro da parapsicologia, mas ainda assim são válidos dentro da teoria.

Por tipo, podemos entender a condição pelo qual a pessoa enxerga a experiencia, por exemplo ser homem ou mulher; católico ou umbamdista.

Para uma melhor compreensão da Prática da Vida Integral observe o quadro no anexo 1 e 2.

A psicologia espírita também é embasada pela visão integral de saúde e tem em Jesus o exemplo de Ser Integral.

Joanna De Angelis traz por base os princípios fundamentais da Doutrina Espírita e quatro Pilares:

-1º Pilar – Aprender a se Conhecer O autoconhecimento é o grande desafio contemporâneo de todos os seres. Para realizarmos esta tarefa é essencial desenvolvermos uma atitude introspectiva e o maior desafio é o encontro com a sombra. A sombra é a parte desconhecida ou negada do nosso psiquismo.

A introspecção estimula o olhar interior analisando as possibilidades íntimas, a reflexão emocional e a meditação desenvolvem as potencialidades.

-2º Pilar – Aprender a viver “Identificado o objetivo e sentido da vida, a fatalidade existencial deixa de ser viver bem, que é uma das metas humanas, para bem viver, que é uma conquista pessoal intransferível” Joanna De Angelis. Encontrar o nosso próprio caminho, a nossa estrada observando também a influência que recebemos da nossa família, da nossa cultura da qual fazemos escolhas e sofremos suas conseqüências.

– 3º – Aprender a Ser Quando temos um relacionamento íntimo conosco, podemos conviver melhor com as pessoas, pois já não nos espantamos mais com a sombra do outro. Aprendemos a lidar melhor com as habilidades ainda não desenvolvidas, com os medos e limites. Então não precisamos potencializá-los ou escondê-los atrás das máscaras.

A proposta do Ser pode ser encontrada na Educação dos Valores Humanos, na Psicoterapia e na convivência humana estruturada “ na consciência de ser, antes de ter, de ser em vez de poder, de ser, sem a preocupação de parecer” Joanna de Angelis O exercício do Ser nos liberta para viver o amor em sua plenitude, em sua inteireza.


Convida-nos a aprender a amar que é o 4º pilar.

– 4º – Aprender a Amar O psiquismo saudável se estrutura através do amor. Esta força alicerça o desenvolvimento e a cura ficando escondido quando não expressamos de forma plena. O amor durante seu aprendizado atravessa diferentes fases: Infantil, tem caráter possessivo; Juvenil, que se expressa pela insegurança; Maduro, pacificador, se entrega em reservas e faz-se pleno.

É importante ressaltar que o amor ao próximo nos dignifica, porém só é completo quando desenvolvemos o amor próprio. Joanna De Angelis nos diz: “o amor que se deve oferecer ao próximo é conseqüência natural do amor que se reserva a si mesmo, sem cuja presença muito difícil será a realização plena do objetivo da afetividade”.

Deste modo, podemos compreender que a carência é um dos sintomas que revela a necessidade de um trabalho interior para estimular o auto amor. Alguém que não consegue se sentir preenchido busca no outro completar-se estabelecendo cada vez mais relações de cobrança e desequilíbrio.

Joanna De Angelis propõe a terapia liberativa acolhendo a angustia como aprendizado, princípio também do espiritismo. Ela diz: “O sofrimento, em si mesmo, é fonte motivadora para as lutas de crescimento emocional e amadurecimento da personalidade… Sendo que a reflexão bem direcionada gera paz.”

A resistência a dor gera então, ainda mais dificuldade, a aceitação traz em si a transformação como sementes de cura. Para que isso ocorra às vezes é necessário um terapeuta integral, que é um orientador. Ele facilita este caminho às vezes encurtando o caminhar sem perder de vista a jornada da Alma.

Fases da terapia liberativa: A) Considerar todos os indivíduos como dignos de ser amados e tomar por modelo alguém que o ama e se lhe dedica, por isso mesmo, credor de receber todo afeto. B) Identificar e estimular os traços de bondade do caráter alheio. C) Aplicar a compaixão quando agredido D) O amor deve ser uma constante na existência do homem. A autodescoberta promove a benevolência consigo mesmo e expande para as relações. Possibilita a transformação do Universo. Então, podemos afirmar, quando agente se transforma, todo o Universo se modifica.

A diferença entre quem faz esta opção ou não, é a atitude mental ao enfrentarmos um problema. O primeiro age com paciência e amplidão em busca da solução e aprendizado. O outro reage com desespero em busca de resultados.

Essa mudança se dá lentamente após acolhermos nossa sombra e modificarmos nossos paradigmas, crenças, verdades, mas, com certeza, construindo o melhor de nós mesmos.

Para concluir, ressaltamos que o estudo, a observação e o desenvolvimento dos fenômenos anímicos e mediúnicos não se submetem aos modelos da Psicologia tradicional. É necessária a visão transpessoal devido suas abrangências, assim como o olhar do Ser integral por acolher uma gama ampla e profunda das experiências religiosas, humanas e em suas referências práticas também estimular o encontro com o Sagrado.

Bibliografia Franco, Divaldo e Angelis, Joanna De, O Ser Consciente. Livraria Espírita Alvorada Editora, Salvador. Franco, Divaldo e Angelis, Joanna De, O Homem Integral. Idem, ibidem. Franco, Divaldo e Angelis, Joanna De, Refletindo a Alma. Idem, ibidem. Wilber, Ken, Psicologia Integral. Editora Cultrix, São Paulo. Wilber, Ken, A Prática da Vida Integral. Idem, ibidem.

Gratidão!

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