Mandalas

Rosana Machado CRP 06/34689-1 Psicóloga

O sentido literal da palavra “mandala”, que vem do sânscrito, é círculo ou centro.

Sua representação mais freqüente é uma circunferência, podendo também ser produzido em outras formas, e sendo, muitas vezes, envolvida em uma moldura quadrada.

Compreendemos então, que uma mandala é uma produção que se desenvolve com um movimento a partir de um ponto no centro, para o exterior. Sua imagem simultaneamente converge para o centro que é unificador.

Nas mandalas, dentro e fora, início e fim estão integrados. Assim como qualquer outra polaridade: sagrado e profano; terra e céu; masculino e feminino; caos e ordem.

A imagem do mundo psíquico nos aspectos consciente, inconsciente e tranpessoal são produzidas em cada representação de uma mandala. A circunferência é preenchida por desenhos, símbolos que se expressam conforme os objetivos que se tem: meditação, harmonização do ambiente, autoconhecimento etc.

Bela e única, uma mandala representa o universo, a totalidade, a perfeição. Existe além do tempo e do espaço, sendo mais antiga que todos nós. As mandalas são símbolos ancestrais que estão presentes na humanidade desde tempos remotos, nas cavernas, e em todas as culturas.

No oriente a mandala é utilizada como um instrumento de meditação, incentivando que a mente ultrapasse seus limites habituais.

Em nossa cultura, Carl Gustav Jung, estudou as mandalas descobrindo que elas surgem espontaneamente como expressões de autocura quando estamos vivendo a desordem interna, ou então, conservam a ordem psíquica se ela já existe.

Desta maneira, as mandalas alcançam e surgem da nossa essência, emergem de nosso eu verdadeiro. Compreendemos então, que podemos utilizar as mandalas para fins terapêuticos, pois ela é em si uma forma perfeita e sua imagem produz efeitos sobre nossa estrutura, nosso psiquismo.

Concluindo, desenhar mandalas, pintar ou contemplá-las reflete o nosso estado interno e nos transforma. Podemos utilizar essa prática como um caminho de autocura ou um instrumento de autoconhecimento. Experimente!

Bibliografia:
Mandalas - Rüdiger Dahlke- Ed. Pensamento
Mandalas – Celina Fioravanti – Ed. Ground